BioExtratus
BioExtratus
Rússia 2018: a Copa do áudio digital
Crédito da foto para Fauzan Saari on Unsplash

Rússia 2018: a Copa do áudio digital

Rússia 2018: a Copa do áudio digital 

Por Rodrigo Tigre

O rádio e o futebol sempre estiveram em sintonia. De acordo com os registros, a primeira transmissão da modalidade no País se deu em 19 de julho de 1931, durante a partida entre as seleções de São Paulo e do Paraná. Foi assim que teve início a íntima relação dos brasileiros com o esporte bretão por meio do rádio. Há acadêmicos, como o sociólogo Ronaldo Helal, que defendem o rádio como o responsável pela transformação do esporte em paixão nacional e até mesmo pelo surgimento do patriotismo.

Os bordões

De lá para cá naturalmente muita coisa mudou. Desde a qualidade, como a cobertura das transmissões e a evolução da forma de narrar. Em 1960 surge Fiori Gigliotti, referência por criar e fazer uso de bordões. Mais adiante, por volta da década de 70, nascem ícones do jornalismo esportivo. José Carlos Araújo e Osmar Santos, que viraram de cabeça para baixo a locução de futebol, em um momento em que a televisão já dominava a atenção das pessoas. Com expressões como “ripa na chulipa” e “pimba na gorduchinha”, Osmar usou o bom humor e a linguagem próxima a do ouvinte para trazer a audiência para o rádio.

Futebol nas rádios

Já no final da década de 90 e início dos anos 2000, ao passo que o futebol começou a ganhar ainda mais espaço no rádio. Com a tendência de ser incluído em estações populares em seus horários nobres. Até mesmo em FM com programas dedicados ao pré-jogo, análises e discussões pós-jogo. A verdade é que não vimos a TV “matar” o rádio, mas sim, o meio ainda mais forte e com uma programação ainda mais diversa de conteúdo futebolístico.

A próxima etapa desta evolução passa pelo áudio digital. Ouvido por aplicativos como o TuneIn, que reúne todas as principais rádios do mundo, diretamente pelos apps das estações ou ainda via streaming. Hoje no TuneIn você consegue, independente de onde esteja, escutar a narração de todos os jogos do Brasileirão (Série A / Série B) ou mesmo da libertadores. Coisa que antigamente só era possível acessando uma rádio local.

O surgimento do áudio pela internet alterou o modo de consumo deste meio. Segundo pesquisa da Audio.ad “Cenário do Áudio Digital no Brasil”, de 2016, 52% dos ouvintes de rádio pela internet escutam através de PCs; 45% ouvem via smartphones; 19% por meio de tablets e Esportes é o terceiro conteúdo mais consumido depois de músicas e notícias.

Copa da Rússia

Em 2018, viveremos a Copa da Rússia, com o áudio digital praticamente consolidado entre os fãs de rádio. Com jogos na parte da manhã e início da tarde. Portanto, não há dúvidas de que muitos recorrerão ao recurso digital para poder acompanhar não apenas os jogos. Mas também as notícias das partidas e novidades da seleção nacional por meio das rádios online, enquanto realizam outras atividades.

Em suma, diante desta perspectiva,;será interessante observar como os anunciantes vão aproveitar esta oportunidade única de conexão com os consumidores. Do radinho de pilha com chiado ao áudio digital no aplicativo,;a verdade é que o futebol sempre esteve “colado” no ouvido dos brasileiros. Aliás, não é lá que sua marca gostaria de estar?

Photo by Fauzan Saari on Unsplash

Veja Também

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

WhatsApp chat