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Mãe – ser que borda e transborda
Crédito da foto para Oleg Sergeichik on Unsplash

Mãe – ser que borda e transborda

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Dia das mães. Homenagens. Lembranças. Presentes. Reflexões.

Um dia único para homenagem um ser que borda e transborda diariamente, 365 dias por ano.

Borda afeto, carinho, apoio, encorajamento. Transborda dedicação, cobrança, persistência.

Transbordar para João Doederlein “é não caber em si… É ser piscina em dia de chuva. É quando um co(r)po é pequeno demais para a alma. É o que acontece quando alguém mergulha (de verdade) na gente. É a teimosia de querer você comigo mesmo em dias difíceis. É perceber que bordas limitam demais”.

Esse transbordar positivo e amoroso, não elimina o transbordar negativo vivido também no cotidiano.

Mãe borda paciência, persistência, doação. Transborda quando mesmo sentindo sua energia esgotando-se encontra formas de inventar, cuidar, dar jeito para as dificuldades. Transborda quando se descontrola e age com raiva.

Mãe borda brincadeiras, invenções, fantasias, faz de conta, espanta monstros e pesadelos. Transborda quando precisa faltar do trabalho para cuidar da sua criança doente, quando precisa desmarcar um passeio porque o filho ficou de recuperação, quando precisa adiar um jantar porque a filha está inconsolável porque terminou com o namorado.

Mãe borda leveza, cuidado, insistência, repetição. Transborda quando respira muito fundo, conta  até dez, ignora  a birra e segue em frente com o jantar, com a lancheira, com a lição de casa, as compras no mercado, com o trabalho, com a rotina insana.

Mãe borda quando assume as imperfeições que  acontecem, mas que podem ser corrigidas, melhoradas e acertadas. Transborda quando se angustia e se alivia por lembrar-se de que é humana e passível de falhas… Transborda quando grita, ignora, não escuta, fala demais.

Mãe borda quando  cuida, protege,  dá arremates nos conflitos, ajusta os laços, e desata os nós do cotidiano. Transborda porque vive seu cotidiano fazendo “auês” para defender sua cria, superprotegendo, não colocando os limites necessários.

Mãe borda quando dirige escolhas, propõe reflexões, fortalece a autonomia. Transborda quando tem que fazer escolhas, arrumações e combinações diárias, quando não suporta a bagunça, quando esquece o filho no videogame.

Mãe borda quando aprende a lidar com cada fase de crescimento dos seus filhos… Transborda quando “espeta”, cobra, briga, endurece, enlouquece.

Mãe borda quando vai entendendo que esse seu maior desafio da vida é a coisa mais agridoce que existe. Transborda de cansaço, exaustão, jornada tripla, “solidão a dois”.

Mãe borda quando incentiva, fortalece, empurra para os voos. Transborda quando consegue combinar todos seus afazeres dentro das 24 horas do dia, retornando à casa num misto de satisfação e exaustão, assim como um copo cheio, um corpo cheio de cansaço, mas que transborda amor.

Rosangela Silva Coluna Roda Educacional Foto de PerfilROSÂNGELA SILVA, responsável pela coluna ‘Rota Educacional’é pedagoga, pós-graduada em Psicopedagogia e Metodologias da educação à distância. Atua há quase 30 anos na área da educação passando pela sala de aula, coordenação e direção. Realiza cursos e palestras e tem como hobby escrever crônicas e poesias (Blog Encucações educacionais e algo mais www.mrosangela.blogspot.com e Mulher na direção www.facebook.com/mulheresnadirecao/).

 

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