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Coluna CriativHarmos: Kit de sobrevivência do Violonista e Guitarrista

Coluna CriativHarmos: Kit de sobrevivência do Violonista e Guitarrista

O kit essencial de sobrevivência para o guitarrista/violonista completo

Nunca foi tão fácil e nunca foi tão difícil viver de música quanto atualmente. Um começo um tanto quanto paradoxal para um artigo né? Bom, prometo que até o fim dessa leitura te explicarei o porquê desse paradoxo e quem sabe resolvê-lo (ou não). guitarrista

Por que nunca foi tão fácil? Bom, pelo simples motivo de vivermos em um mundo com 7 bilhões de habitantes em que a quantidade de pessoas para consumir a sua música é quase que inimaginável. Produzir música também ficou muito mais viável, basta um microfone, um violão e uma interface digital que podemos transformar ideias em música.

Softwares gratuitos e tutoriais de gravação são ridiculamente fáceis de achar pelo YouTube e pela internet. Sem contar que os meios de divulgação de material são bem mais funcionais do que antigamente. Com alguns trocados podemos impulsionar nossas publicações para milhares de pessoas terem contato com a nossa arte. Seja via Facebook, Instagram, YouTube, Spotify e outros meios modernos de comunicação, logo,  fazer ser visto se tornou mais fácil.


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Por que nunca foi tão difícil? Guitarrista

Logicamente quanto mais pessoas para consumir arte, mais pessoas produzindo arte. E do mais variável tipo e qualidade possível. Com apenas alguns toques na tela do celular nos deparamos com um vídeo de alguma criança super talentosa tocando com o mais perfeito virtuosismo peças que nem sonhamos um dia ser capazes de tocar. Fora o fato de que mais alguns toques na tela e temos inúmeros vídeos nas mesmas condições.

A qualidade do profissional hoje em dia está incomparável ao profissional de 30 anos atrás; não basta saber fazer uns acordes legais ou ter uma voz “afinadinha”. Hoje em dia o músico moderno precisa ter conhecimentos em equipamento de som; gravação; elétrica; ter noção de marketing (por que no final das contas como você vai “vender o seu peixe”?); saber falar inglês; tudo isso sem contar no investimento quase que astronômico que temos que fazer em equipamentos de qualidade para conseguir o tão sonhado timbre personalizado.

Tudo isso para chegar aonde? Aonde entra o tal do “kit essencial”? 

Uma coisa que deixamos passar no meio desse oceano de informação é que a única coisa que realmente nos difere é o que está dentro de nossas cabeças. Uma guitarra de 15.000 reais, um amplificador de 10.000 reais, um set de pedais de 5.000 reais, ou um violão artesanal de 30.000 reais; entre outras excentricidades não conseguem suprir nossas falhas como seres humanos.

Antes de sermos músicos, somos seres humanos! Meu pai sempre me disse que o pior inimigo do músico é o ego. Eu vou mais além; o pior inimigo do músico é o ego e a insegurança. Muitos de nós, a partir do momento que conseguimos algum destaque ou diferencial no mercado, nos deixamos levar pelo ego, tornando-se egocêntricos e “estrela”.  O que, além de trazer má fama para comunidade, traz a tona os segundo problema, a insegurança.

Sem entrar no mérito de usar o ego para esconder a insegurança, muitas vezes quando nos deparamos com alguém se gabando, acreditamos que nunca seremos tão bom quanto x ou y músico. E nos pior dos casos, quando vemos um músico que admiramos transbordando insegurança pensamos: “poxa, se ele toca mal, imagina a tragédia musical que eu devo ser”. O que acaba privando a humanidade da genialidade de muitos músicos assustados com a concorrência.

Não estou dizendo que o certo é não assumir seu talento, nem deixar de falar com pessoas para não assustá-las ou parecer se fazer de exibido. Mas acho que antes de tudo devemos pensar na nossa postura como artistas e influenciadores. E também lembrar que diretamente ou indiretamente nossas palavras e atitudes podem influenciar (ou frustrar) uma outra alma artística.

Equilíbrio e bom senso é a chave de tudo. Provavelmente o verdadeiro kit seja no final das contas uma simples balança. guitarrista

Gaudiê Martins Otero

PROFESSOR DE VIOLÃO

Gaudiê Martins Otero cresceu circulando pela orquestra de seu pai, Marcelo Antunes Martins (Maestro), demonstrando o interesse pela música desde muito cedo. Arranhou suas primeiras notas no violão aos 7 anos de idade e aos 11 já se aventurou na guitarra e outros instrumentos. guitarrista

Quando adolescente, apaixonado pelo Heavy Metal, tocou em diversas bandas e festivais de rock em São Paulo. Quando ingressou na faculdade de Produção Musical pela Anhembi Morumbi, redescobriu seu velho amigo violão e passou a se dedicar mais aos estudos de violão popular e harmonia. Logo em seguida, mudou-se para Dublin, Irlanda, e passou 1 ano e meio convivendo com os mais diversos tipos de pessoas e culturas, o que o motivou e inspirou quando retornou ao Brasil. Numa prática auto didática e com ajuda de seu pai, caiu de cabeça no mundo erudito da música e abraçou de uma vez por todas essa vocação musical que a vida lhe proporcionou, participando de peças de teatro, festivais, shows e outras atividades artísticas em Indaiatuba e por toda a região.


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Sobre o Autor

Rua Joaracy Mariano de Barros, 212 - Solar do Itamaracá - Indaiatuba/SP - CEP.: 13.333-390 - Tel.: (19) 3329-7741 e (19) 9.8328.4111 (What´s App) [email protected]

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