Fisioterapia X Terapia ocupacional: as diferenças e a importância de cada na terceira idade
Fisioterapia X Terapia ocupacional: as diferenças e a importância de cada na terceira idade

Fisioterapia X Terapia ocupacional: as diferenças e a importância de cada na terceira idade

Conheça melhor os dois métodos, as vantagens de cada um e saiba qual é o mais adequado para cada situação

Com a chegada da terceira idade, também chegam as maiores preocupações com a saúde e o bem-estar. A ciência médica tem avançado no sentido de buscar uma maneira de equilibrar e tornar mais confortável a rotina das pessoas mais velhas. Mas, muitas vezes, as pessoas não sabem exatamente a qual tipo de profissional recorrer em determinada situação. Isso é muito comum quando um idoso sofre um acidente ou algum episódio que mude drasticamente seu cotidiano. E a confusão se torna ainda maior: recorrer à fisioterapia ou à terapia ocupacional?

Neste artigo, vamos explicar como funcionam os dois ramos, bem como suas diferenças e qual a situação correta para buscar um ou outro profissional.

Fisioterapia e Terapia Ocupacional são a mesma coisa?

Embora costume acontecer muita confusão com relação às duas práticas medicinais, elas não são a mesma coisa. Tanto uma quanto a outra são reguladas sob o mesmo órgão (CREFITO – Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional), porém, contam com finalidades diferentes perante seus pacientes.

De um lado, o Terapeuta Ocupacional, popularmente conhecido como T.O., é habilitado, por meio de curso de ensino superior, e pode atuar dentro das seguintes áreas: educação, pediatria, psiquiatria e saúde mental, reabilitação profissional, reintegração social e geriatria. Sua função é criar maneiras e adaptações que facilitem o dia a dia de pessoas que adquiriram um novo modo de viver. Basicamente, atuam na forma como o indivíduo vai passar a interagir com uma nova realidade à qual foi inserido — seja por conta de uma doença, alteração genética ou acidente.

Por outro lado, a fisioterapia busca trabalhar os distúrbios cinéticos funcionais, que podem ser causados por doenças, herança genética ou acidentes. Dessa forma, ela trabalha para prevenir, tratar e recuperar pessoas com alterações relacionadas ao movimento. Também habilitada por meio de um curso superior, suas áreas de atuação vão desde a neurologia à geriatria, passando ainda por atendimento cardiorrespiratório, ginecológico obstétrico, ortopedia e dermatologia.

Fisioterapia e terceira idade

Com a chegada da terceira idade é mais do que natural que algumas condições negativas de saúde se agravem. Dentre elas, podemos citar:

  • Redução da densidade óssea;
  • Redução da força muscular;
  • Aumento da gordura corporal;
  • Diminuição da coordenação motora;
  • Articulações mais rígidas.

Essas condições aumentam as chances de acidentes entre os idosos, como quedas, entorses, escorregões, que podem gerar ainda mais complicações. Assim, é fundamental o papel do fisioterapeuta especialmente na terceira idade.

Por meio de exercícios e práticas que vão lhe fortalecer a capacidade de locomoção, ou ainda, recuperar possíveis traumas que a impeçam, o profissional agirá de maneira a aprimorar, antes de tudo, a independência do idoso.

Assim, essa independência permitirá que o idoso consiga se exercitar e se manter em movimento, o que lhe traz diversos benefícios como equilíbrio, força, coordenação, controle motor, flexibilidade, resistência e até mesmo melhora na memória.

Terapia Ocupacional e terceira idade

Por usa vez, o Terapeuta Ocupacional tem como principal função prevenir e tratar indivíduos que contenham: alterações cognitivas; afetivas; perceptivas; e psicomotoras. Essas podem ser decorrentes de distúrbios genéticos, traumáticos ou doenças adquiridas, ou ainda, questões comportamentais. Dessa forma, podemos dizer que o T.O. auxilia na recuperação de perdas físicas, mentais e sociais, que dificultam o seu convívio e cotidiano. E esse tipo de perda tende a se agravar especialmente com o avançar da idade.

Por se tratar de uma profissão com espectro muito grande de atuação, as maneiras e os métodos que o profissional pode atuar são diversas. Geralmente, são atividades que buscam atuar diretamente na área em que ocorreu a perda do paciente. Podem ser atividades de convívio social, relacionadas à memória e atividades do dia a dia. Caminhadas em grupo, rodas de conversa, atividades motoras também são comuns.

Embora estejamos falando de diferentes funções, é importante que o Terapeuta Ocupacional trabalhe, se possível, em conjunto com o fisioterapeuta. Isso porque, no fim das contas, ambos buscam dar ao idoso mais autonomia e qualidade de vida. Em especial para desenvolver suas atividades cotidianas.

Compreendendo melhor as diferenças entre os dois trabalhos, fica mais fácil identificar quando recorrer a um ou outro. Afinal, no momento de necessidade, até uma tomada de decisão aparentemente simples como essa pode fazer a diferença. Não deixe para depois a atenção à saúde dos idosos.


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