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Divã para mães: Sexualidade Infantil

Divã para mães: Sexualidade Infantil

Cabeçalho Coluna Divã das Mães por Larissa Fonseca para Revista DÁvila

Muitos pais sentem-se constrangidos quando seus filhos. Normalmente por volta dos 3 anos, começam a tocar seus órgãos sexuais com frequência. Demonstrando interesse pelas sensações que esse toque causa. Muitas vezes a primeira reação é brigar com a criança e dizer que aquilo que ela está fazendo é feio.

Divã para mães: Sexualidade Infantil

No entanto, é preciso ter em mente que a sexualidade é uma função natural dos seres humanos. Como todas as outras que possuímos e a criança não tem a mesma malícia que o adulto.

Sexualidade se aflorando

Por volta dos 3 anos, muitas mudanças significativas acontecem na vida da criança, e a descoberta de sua sexualidade é uma delas. É uma fase em que já não usam fralda, que estão se descobrindo, e ao se tocar, percebem o prazer que isso causa. No entanto, essa percepção não é a mesma do adulto. Faz parte do desenvolvimento saudável do seu filho todas essas descobertas, assim como andar, falar, comer sozinho, etc.

Fiquei  tranquila  pois  ele  não  está  tendo  nenhuma atitude pervertida e nem está vendo esse seu comportamento como algo negativo. Se você o repreender, apenas vai instigá-lo mais e poderá acabar até incentivando uma relação negativa dele com o prazer futuramente. Fazendo ent com que ele relacione o sentimento de prazer e satisfação com complexo de culpa.


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Quando existe um contato muito frequente da criança com seus órgãos genitais, vale verificar se não há nenhum motivo clínico para tal.

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Ou seja, se não há nenhuma irritação, se a fimose não o está incomodando, etc. Se for apenas a exploração natural e saudável de autoconhecimento, deixo duas dicas para as mamães não se constrangerem e lidarem com a situação de modo positivo para a criança:

Não há nada de errado

A primeira delas é, sempre que seu filho fizer isso em locais públicos que cause desconforto nos adultos. Simplesmente diga a ele que você sabe que isso deve estar sendo gostoso, mas que deve ser feito em um lugar reservado. Assim como quando ele faz coco e xixi, brincar com os órgãos genitais não é algo que se faz na frente das pessoas. Assim, você estará mostrando a ele que existe o que é público e o que é privado, não que é certo ou errado, afinal ele não está fazendo nada de errado, certo?

A segunda dica é, depois de conversar e explicar, desvie a atenção da criança, pedido que pegue algo, desenhe ou realize alguma tarefa que utilize as mãos. Assim, ele vai desviar o foco sem ser repreendido.

Sexualidade infantil é natural

Precisamos ficar atentos para esses detalhes naturais do ser humano e como estimulamos a evolução de nossos filhos em vários aspectos (comer sozinhos, andar, ler…), porque não fazer o mesmo com sua sexualidade?

Só vale à pena procurar auxílio de um especialista se seu filho apresentar um comportamento compulsivo e ficar apenas com esse contato genital sem demonstrar mais prazer em brincar e demais atividades. Se esse não for o caso, estimule-o assim como fez para ele engatinhar, andar, falar. Ai sim estará contribuindo para o desenvolvimento saudável dele.

Sobre a colunista
Larissa Fonseca Coluna Divã para Mães foto de Perfil

Larissa Fonseca é Pedagoga graduada pela USP, Pós Graduada em Educação Infantil e Psicopedagogia, Psicomotricista, especialista no Universo do Brincar pelo centro de estudos filosóficos Palas Athena, em Psicanálise e Educação pelo Instituto de Psicologia da USP e em Comportamento e Desenvolvimento Infantil, Escritora.
www.larissafonseca.com.br
[email protected]
Canal no youtube Larissa Fonseca Pedagoga
Book @livroduvidasdemae e @sosmaes
Instagram @duvidas_de_mae

 

 


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Sobre o Autor

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