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Dia Nacional da Surdez- Oi, eu não ouvi! Como falar com quem não ouve?

Dia Nacional da Surdez- Oi, eu não ouvi! Como falar com quem não ouve?

Tema da redação do Enem 2017 fala sobre os desafios da formação educacional de surdos no Brasil

“Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil”. O tema da redação do Enem 2017 foi divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) no início da tarde do dia  (5). E hoje,  dia 10 de novembro, o Brasil celebra o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez. A data é uma oportunidade de levar informação e educação sobre saúde auditiva para a população. A perda auditiva é uma das deficiências mais comuns na população brasileira. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Otologia, de cada mil crianças nascidas no país, três a cinco já nascem com deficiência auditiva. E todas as crianças precisam escutar para aprender a falar. Mas o que acontece no caso de meninas e meninos com deficiência auditiva?

Segundo Especialista

Segundo a fonoaudióloga, Raquel Luzardo, especialista em linguagem e atendimento infantil, a deficiência auditiva pode se desenvolver de diversas maneiras. Quando genética, é possível ser detectada nos primeiros dias de vida e ser tratada com sucesso. Por isso o Teste da Orelhinha, um exame rápido e indolor é tão essencial.

Os surdos oralizados se comunicam através da fala, leem os lábios e o aparelho comum ou o implante coclear podem ou não resolver o problema de audição deles. Podem ser surdos adquiridos após a aquisição plena da fala (chamada surdez pós-lingual) ou surdos de nascimento; que aprenderam a falar com sessões de fonoaudiologia. “Com eles é importante falar sempre de frente para que consigam realizar a leitura labial adequadamente. Não é necessário falar mais alto, pois essa é a função do aparelho, que amplifica a nossa voz para que o surdo escute melhor”, alerta a fonoaudióloga.

Já os surdos sinalizados usam uma língua própria, chamada Língua Brasileira de Sinais ou simplesmente Libras. Muita gente acha que são mudos, embora a maioria tenha voz, apenas não costuma usá-la ou porque não aprendeu a falar ou porque tem vergonha/não gosta, Uma boa parcela nasceu surda ou perdeu a audição antes da formação plena da fala. São também chamados de surdos pré-linguais. Quando falam a língua de sinais e também utilizam a linguagem oral, são chamados de surdos bilíngues.

Importante

É importante que as crianças surdas utilizem aparelhos auditivos para que possam entrar em contato com os sons e, com a ajuda de familiares e reabilitadores, aprender a escutar e a falar sem que seu desenvolvimento seja comprometido. “É fundamental que a criança utilize corretamente o aparelho auditivo desde muito pequena para que o período de desenvolvimento da fala seja estimulado”, alerta.

Raquel dá algumas dicas que podem ajudar a melhorar a comunicação para os pais e pessoas que convivem com os pequenos que têm algum tipo de perda auditiva:

  • Fale próximo da criança, de preferência no mesmo nível do rosto dela e de frente para ela favorecendo a leitura labial;
  • Evite conversar com ela quando outros ruídos, como o som da TV, possam competir com a sua voz;
  • Converse um pouco mais devagar que o normal, mas sem exagerar na articulação das palavras, sem gritar ou elevar muito a voz;
  • Dê tempo para que a criança possa processar o que foi dito e lhe dê uma resposta. Se perguntarmos e, ao mesmo tempo, respondermos pela criança, isto não vai ajudá-la.

Os desafios para a educação de surdos na sala de aula. Como lidar com crianças que têm perda de audição?

“É importante esclarecer aos alunos da classe sobre a deficiência auditiva e as necessidades específicas da criança. Fale com eles sobre o assunto e responda as suas curiosidades iniciais”, orienta Raquel.

• É preciso antes de tudo tratar a criança com deficiência auditiva como as outras. Elogie suas qualidades e atributos e chame sua atenção quando necessário;

• Quando não compreender o aluno, o professor precisa demonstrar isso. É melhor do que “fazer que entendeu”. Ao mesmo tempo, é preciso demonstrar muita vontade de compreendê-lo. Com esta atitude a criança será estimulada a buscar formas mais eficazes para se fazer entender;

• Estimule e incentive as iniciativas de interação entre a criança com deficiência auditiva e seus colegas de classe;

• A criança com deficiência auditiva não deve ser cercada de privilégios. Portanto, o que pode para ela pode para todos. A intenção deve ser promovê-la perante o grupo através dos acontecimentos naturais e rotineiros do ambiente escolar, que explorados corretamente, aumentarão as oportunidades de integração entre todos os alunos.


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