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Coluna CriativHarmos: Baterista ou Malabarista?

Coluna CriativHarmos: Baterista ou Malabarista?

Para àqueles que acreditam que bateria “é só barulho” a comparação acima deve soar absurda; mas o que cabe mais ao baterista que o manuseio rítmico de objetos simultâneos?

É a partir desse princípio que entendemos a complexidade de seu trabalho. Além de preencher o campo rítmico e muitas vezes harmônico de uma melodia, a bateria também se responsabiliza por demarcar o tempo para que todos os demais instrumentos sigam o mesmo compasso.
O baterista, por fim, é o encarregado de equilibrar, ao mesmo tempo que estimula, todo o universo musical ao seu redor. Cabe a ele o papel mais importante a ser destacado, pois é quem mira a direção que os demais instrumentos deverão seguir.


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O BATERISTA EM SEU PRÓPRIO PICADEIRO

Deve-se notar que a bateria é um instrumento composto por diversos objetos, tantos, que às vezes mal se pode ver o artista que engendra toda a obra.

Os utensílios que compõe a bateria podem ser comparados às peças de um quebra-cabeça. Este, por sua vez, só estará completo se todas as peças estiverem presentes e devidamente encaixadas.

As baterias, portanto, se compõem, em uma configuração básica, dos seguintes acessórios:

– Um conjunto de tambores composto por bumbo, surdo, caixa e 2 tons, podendo ter ainda uma composição diferente, de acordo com a necessidade e o tipo de som que se quer executar;
– Outro conjunto, o de pratos, usados para acentuações de início e fim de compasso com bastante volume (conhecidos como crash ou pratos de ataque), conduções leves e efeitos com pouco ou muito volume (ride ou condução), marcação do compasso e condução da música (chimbal ou Hi Hat) ou ainda usados para efeitos de destaque em certas ocasiões (China, Splash, etc);
– E, por último, as baquetas. Que, assim como a batuta de um maestro, são o elemento que dá vida a todo o conjunto que chamamos de bateria.

TOQUE COMO UMA GAROTA! – AS MULHERES NA BATERIA

Por mais que o momento atual nos possibilite uma maior desconstrução de padrões de gênero, ainda é comum, infelizmente, escutarmos frases como “ela toca como um homem”, “bateria é um instrumento muito bruto para uma mulher”, dentre outras barbáries.
Mas a bateria, assim como a guitarra ou o baixo, é um instrumento que não carrega gênero, ou seja, não é destinada à homens ou mulheres especificamente.

Ainda que informações sobre mulheres pioneiras e reconhecidas mundialmente por incrível habilidade diante o instrumento não sejam muito divulgadas, é certo que estas mereçam um papel de destaque.

A primeira pessoa a ser reconhecida como “tocadora de tambor” foi uma mulher chamada Lipushiau, e viveu por volta de 2.380 A.C.

No decorrer da evolução do instrumento, as mulheres a acompanharam lado a lado, e no início do século XX, Viola Smith ganhou um papel de destaque tornando-se a principal baterista da época, apresentando-se em orquestras, filmes e espetáculos da Broadway.

Viola tornou-se inspiração para diversas mulheres, popularizando ainda mais o instrumento entre o gênero. E como qualquer outro instrumento musical, foi capaz de quebrar fronteiras e inspirar artistas de diversas nacionalidades, incluindo as brasileiras Vera Figueiredo, Lilian Carmona e Simone Sou.

Atualmente o número de bateristas mulheres cresce cada vez mais. Além disso, com tamanho sucesso, ganharam destaque na revista norte-americana Tom Tom Magazine. Essa revista exibe as mais diversas personalidades do ramo. E um concurso mundial só pra elas chamado “Hit Like a Girl”, produzido pela revista.

Yuri Gavira

PROFESSOR DE BATERIA

Baterista a 13 anos, Yuri Gavira está sempre em busca de aprimoramento com o baterista Gerson Lima Filho. Conta com mais de 30 músicas gravadas em estúdio. Como integrante da banda “Stupid” há 6 anos, já realizou a gravação de 1 Álbum; 2 EPs; 3 Videoclipes; e 2 Singles. Na banda “Jardim dos Magos”, Yuri é membro a 5 anos e também tem EP lançado e outro em desenvolvido. Através da banda “Stupid”, recebeu prêmio de melhor intérprete do Festival de Rock de Indaiatuba no ano de 2016. Em formação no Instituto de Percussão e Tecnologia (IP&T) e na Escola de Música e Tecnologia (EMT&T), na cidade de São Paulo. Yuri já conta com alguns anos de experiência dentro da sala de aula como professor. Hoje faz parte da Família Harmos, e está mais do que pronto para receber novos alunos e desafios.


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