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Coluna CriativHarmos: Academia Auditiva por Bruna Kohler

Coluna CriativHarmos: Academia Auditiva por Bruna Kohler

Cabeçalho Bruna Kohler Coluna Criativharmos

Desenvolvendo a percepção musical e um ouvido “quase” absoluto

Há algum tempo, o estudo de música, mais especificamente, o estudo de técnica aplicada a cada instrumento musical, é comparado ao exercício e trabalho de desenvolvimento muscular em esportistas, pois, da mesma forma, desenvolvemos musculaturas especificas em nosso corpo para o aprimoramento e execução das ideias musicais. A expressão “malhar o cérebro”, é uma velha conhecida e também muito associada aos diversos estudos acadêmicos, leitura, cálculo e etc. Apesar de subentendermos a execução musical como proveniente da mente,;é difícil a desassociação com algo que está na “ponta dos dedos”, literalmente! Porém há um grande processo mental antes da execução de cada nota através de nossos músculos.

Quando escutamos uma música, temos o resultado final de todo o processo citado anteriormente, porém, a questão é: Como eu inicio este procedimento e estudo? Muitos responderiam esta pergunta com: Estude teoria musical, estude técnica em seu instrumento, estude técnicas avançadas, teoria avançada, rítmica… Ok, aprenderemos tudo isso e muito mais, mas a maioria comete uma grande falha em esquecer, ou não dar a devida importância ao estudo e desenvolvimento da percepção musical.

Muitas pessoas, quando procuram o ensino musical, na maioria das vezes, não sabem, inclusive, do que se trata tal estudo. Uma explicação breve sobre o assunto: Percepção musical é a capacidade de identificar intervalos de relação entre notas, distinguir tipos de acordes, trechos rítmicos e até, em estágios mais avançados, desenvolver referências, possibilitando a identificação de notas tocadas isoladamente.

Muitos dirão que essa habilidade está diretamente ligada a algum dom, como o ouvido absoluto que é a aptidão em identificação exata de notas provindas de instrumentos musicais, ou de qualquer fonte que emita som, como buzinas, campainhas ou até, do atrito entre superfícies.

 

Essa identificação é possível quando o cérebro decora cada frequência como uma “imagem”. Podemos fazer uma comparação simples com o nome das cores. Quando nos é apresentado uma imagem com uma determinada cor e, aquela cor, nos é denominada como azul, saberemos, a partir de então, identificar a cor azul em diversos lugares. Se a imagem com a qual aprendemos, era preenchida com azul-claro, provavelmente, não saberemos denominar a diferença entre azul-claro e azul-escuro, porém nosso cérebro identificará essas cores com conhecidas e associadas, até aprendermos a diferenciação de nomenclatura relacionada aos tons. Da mesma forma, funciona o ouvido absoluto em relação às frequências e notas!

Ainda não existe nenhum estudo que afirme se o ouvido absoluto é um “dom”, com o qual o indivíduo já nasce, como um sentido extra, ou se é possível alcançar tal façanha através do estudo. Mas na dúvida, vamos estudar!

Não há segredo para isso e, não devemos iniciar os estudos com travas psicológicas. Todos nós somos capazes de lapidar essa habilidade!

Academia Auditiva Texto por Bruna Kolher do Centro Musical Harmos

O primeiro passo para iniciar o aprimoramento da percepção, é ter os conceitos básicos fluentes, como a definição de grave, médio e agudo, noções básicas de teoria, nomear distância entre notas, nomear intervalos e os tipos de acorde. Se você já tem esse conhecimento, partirá para a prática, caso contrário, procure orientação. A internet disponibiliza inúmeros materiais de teoria musical,;mas fique sempre atento e peça a validação de alguém;que possua conhecimento no assunto. O estudo destes conceitos deve sempre ser associado à prática, dessa forma, cada assunto estudado na teoria deve ser ouvido e tocado por você, caso contrário, as vias, teoria e percepção sempre serão paralelas e nunca haverá um ponto de tangencia, em que às transforma em apenas uma via. Este é o resultado esperado!

Academia Auditiva Texto por Bruna Kolher do Centro Musical Harmos

Agora você precisará da ajuda de alguém que aplique os exercícios a serem ouvidos, ou você poderá recorrer à aplicativos de celular e computador desenvolvidos especialmente para isso, que possuem exercícios, desde o nível básico, até o avançado. Inclusive, nestes aplicativos, encontramos dissertação sobre teoria básica a associarmos ao conteúdo de percepção. Mas,

A princípio, será desconfortável e você se sentirá “à deriva” nós passos seguintes,;mas não desista, esta etapa será superada em pouco tempo. Você já tem boa parte do conhecimento necessário e está quase na tangente!

Por fim, ouviremos música! Tente aplicar tudo o que foi aprendido ouvindo suas músicas favoritas. Se encontrar dificuldade, ouça outras músicas,;até conseguir identificar o máximo de elementos possíveis nela,;a ponto de reproduzi-la em seu instrumento sem a ajuda de transcrições. Mas,

Ouçam música!!!

Essa afirmação parece redundante quando se trata de ensino musical, mas grande parte dos estudantes dedicam muito tempo ao estudo teórico e técnico e, simplesmente, se esquecem de ouvir música. O trabalho e criação, fica muito mais fácil quando há uma referência. Escritores, devoram livros e livros antes de redigir suas obras, pintores, observam o mundo antes de retratar. Ouvir música, ouvir com atenção e ouvido analítico, não depende do estágio em que seu estudo se encontra, isso não depende do seu conhecimento teórico, não depende de quantas notas consegue distinguir em um acorde, ouvir música é natural e atemporal. Lembre-se: quanto mais abrangente for sua referência, maior será sua capacidade de reconhecimento em qualquer espaço!

Bruna Kohler Foto Colunistas

Bruna Kohler – Professora de Teclado Centro Musical Harmos

Capacitada pelo método EM&T, Bruna Kohler já guarda muitos anos de experiência em bandas de Rock, pop rock, reggae entre outros projetos acústicos. Participante de diversos festivais de música na cidade de Indaiatuba, hoje também leciona no Centro Musical Harmos,;com ênfase nos movimentos musicais de Rock, Pop, Pop-Rock e Mpb. Mas,

Sobre o Autor

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