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Barba e trabalho, você conhece as regras da sua empresa?

Barba e trabalho, você conhece as regras da sua empresa?

Embora o livre arbítrio seja cada vez mais praticado no mundo corporativo, se você gosta do visual barbado saiba que não se trata apenas de “gosto”. Em alguns casos, barba e trabalho não combinam; algumas profissões e cargos ainda proíbem o visual, assim como bigode, costeletas e cavanhaques. Não acredita que a decisão pode estar além da sua escolha? A Be 4 Alpha listou alguns exemplos que provam o contrário. Acompanhe!


Barba e trabalho

O regulamento interno de uma empresa é o instrumento pelo qual o empregador estabelece os direitos e as obrigações dos empregados. E, pasme, ele também pode ditar o futuro da sua barba e do seu bigode. Em outras palavras, para algumas empresas barba e trabalho simplesmente não “combinam”. 

Muitos empregados entendem regras que proíbem o uso de bigode, barba, cavanhaque ou costeleta como uma violação a sua vida íntima. Como consequência, muitos questionam qual a relação da aparência pessoal com seu desenvolvimento profissional. Você concorda?

Seja como for, o advogado e responsável técnico pelo Guia Trabalhista, Sergio Ferreira Pantaleão,;explica que algumas atividades empresariais exigem determinados cuidados para garantir a segurança do empregado.

Mas, existe também o outro lado da moeda. “Há empresas que determinam regras que não estão ligadas à exigência da atividade ou à segurança do empregado, mas por simples determinação;de um padrão na aparência pessoal, o que pode representar uma violação à personalidade ou uma discriminação estética”, salienta.

O importante, acima de tudo, é ter bom senso no uso do livre arbítrio e entender se determinadas escolhas condizem ou não com a imagem da empresa. Chegou à conclusão que a barba cai bem no seu negócio e o regulamento interno da sua empresa não se opõe à decisão? Ótimo! Nesse caso, atente-se para mantê-la sempre higienizada e aparada para que continue a seu favor.

Confira alguns exemplos de áreas que ainda proíbem o uso da barba, e outros que valorizam a escolha:

Exército

Nem sempre a barba foi combatida pelas Forças Armadas. Mas, desde 1996 o Decreto n° 93.188 veda, entre outras coisas, o uso de barba e bigode aos oficiais e praças do Exército Militar Brasileiro. A regra só tem exceção em condições especiais, por forma a atender tradições familiares ou históricas, ou ainda, para disfarçar deformidade física. Nesses casos, o interessado deve fazer um requerimento pelo Ministro do Exército.

Em contrapartida, o uso do bigode, apenas, é permitido aos oficiais, Subtenentes e Sargentos, desde que discreto e aparado. Alunos de escolas de formação e cabos, taifeiros e soldados sem estabilidade estão proibidos dessa “regalia”.

Guarda Municipal

Esse é um cenário polêmico. Só para ilustrar, em abril deste ano uma lei municipal aprovada em Araraquara (SP) proibiu guardas municipais de usar barba e cavanhaque. Enquanto isso, no Sul do país, a guarda de Florianópolis e Balneário Camboriú comemoram dois anos de vitória na luta para derrubar o decreto municipal que, até setembro de 2016, considerava transgressão disciplinar o uso de costeletas, barbas ou cabelos crescidos pelos agentes.

Assim sendo, a juíza Ângela Konrath concluiu que a regra era inconstitucional;e não guardava correlação lógica com a atividade da categoria, concluindo que a motivação da regra remontava ao preconceito.

Setor alimentício

O uso de barba e bigode na indústria de alimentos é outra questão que gera dúvidas frequentes. Afinal, eles são proibidos pela legislação?

A Engenheira de Alimentos e especialista em Gestão da Qualidade e Segurança dos Alimentos,;Juliane Dias Gonçalves, realizou um levantamento dos requisitos legais brasileiros a esse respeito.

Ela salientou algumas legislações, dentre elas a da Anvisa, que desde 2002 unificou as normas de Boas Práticas na Fabricação de Alimentos (BPF) na RDC 275; no que diz respeito ao asseio pessoal, ela determina que manipuladores barbeados devem ter cabelos protegidos.

A RDC 216, de 2004, adicionou novas regras às normas. Entre elas, aquela que se dirige ao pessoal do refeitório de qualquer empresa. “Os manipuladores devem usar cabelos presos e protegidos por redes,;toucas ou outro acessório apropriado para esse fim, não sendo permitido o uso de barba”, adiciona a leitura.

Juliane constatou que a legislação é diferente em cada estado ou cidade. “O funcionário deve averiguar com a autoridade local se há algum posicionamento diferente para sua região”, salienta. Com efeito, no âmbito do Estado de São Paulo, por exemplo, o artigo 10 da portaria CVS 05/12 salienta o asseio e a estética dos manipuladores de alimentos: “banho diário; barba e bigode raspados diariamente”. Deve-se observar também se existem regulamentos específicos para o segmento de produto.

Comunicação e vendas

Se por um lado a barba ainda briga com a legislação em alguns setores, por outros existem as profissões que tendem a ir na direção oposta. Uma pesquisa realizada na Itália testou o efeito da barba no sucesso de vendedores de vários produtos. Os resultados revelaram que, na maioria dos casos, os barbudos são vistos como mais dignos de confiança do que aqueles de rosto lisinho.

Os pesquisadores avaliaram também políticos. Da mesma forma, a constatação foi que a “presença da barba no rosto de candidatos poderia aumentar seu carisma,;confiabilidade e, acima de tudo, sua experiência na percepção dos eleitores, com efeitos positivos nas intenções de voto”. Mais uma vez, atenção: foram analisados apenas o efeito das barbas curtas e bem aparadas, não fuja do padrão.

Em suma, se você decidiu investir na barba ou no bigode, conheça as regras da empresa onde trabalha antes de adotar o visual. Se eles foram permitidos, bem-vindo ao clube. Antes de tudo, lembre-se que esse visual demanda muito cuidado e atenção para continuar passando uma imagem positiva e é para isso que a Be 4 Alpha está ao seu dispor!

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