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Balanço final

Balanço final

Se fizermos um balanço final de 2016, veremos que ele foi um ano de muito aprendizado para todos

Um amigo chamado João, que vive em terras não muito distantes daqui, contava-me noutro dia como estava contente com a proximidade do fim de 2016. “Ano duro demais”, dizia ele. João teria experimentado as mais diversas experiências profissionais naquele ano. Teria ele “atirado pra todos os lados”, como diria o ditado popular. Alguns projetos teriam sido bem sucedidos, outros nem tanto. Teria João ganhado menos dinheiro que em outras épocas.

Conversamos por um bom tempo enquanto tomávamos uma weizenbier na varanda e os Novos Baianos faziam seu trabalho ao fundo. Coincidência ou não, nos últimos tempos os hábitos se tornaram mais caseiros e nessas conversas longas apareciam as mais interessantes teorias sobre a vida. Perguntei a ele qual teria sido então o saldo do ano. “Bom”, respondeu João com a voz firme, “a crise existe tá aí pra todo mundo, o importante é estar na ativa, uma hora ela passa e a vida segue”, completou. Concordei num primeiro momento, mas fiquei com aquilo na cabeça depois. De que nos servirá 2016 no fim das contas? Um ano dos anos mais esquisitos na história recente do nosso país. Trabalho para os historiadores que terão de escrever isso tudo em breve, um verdadeiro quebra-cabeça.

Como foi o ano 2016

Se fizermos um balanço final de 2016, veremos que ele foi um ano de muito aprendizado para todos. João sentiu na pele os efeitos da retração de mercado. Deu nó em pingo d’água para concretizar os projetos que fez e ganhou menos que esperava em todos eles. João termina o ano mais forte, mais cascudo. Se nosso país já começou a cavar o fundo do poço com tanta instabilidade política, méritos totais aos que se mantiveram de pé em 2016, por mais que tenham cambaleado. Aos que chegaram a cair de alguma forma, força e foco para começar de novo, isto jamais indicará incompetência, mas sim a simples necessidade de iniciar um novo ciclo. Há milhões de bons profissionais passando por momentos difíceis e serão estes os grandes responsáveis por dar uma revigorada no mercado.

As adversidades ensinaram uma porção de lições a João que está preparado para enfrentar mais um ano de retração pela frente. Sim, previsões negativas. Não é pessimismo, é estratégia de segurança para viver num Brasil sem comando, não há mal nenhum nisso. João anda mais flexível, criativo, atento e convincente. João tem esperança de que, apesar de tudo, a continuidade com qualidade traz bons frutos e as parcerias amadurecem.

Cai a noite e uma parte da minha cabeça me manda estudar enquanto a outra só quer olhar pro teto ao som do Gil. Toca o telefone e é João chamando pra tomar uma, quer comemorar, acabou de fechar um contrato pro ano que vem. “Que sorte, João!”, exclamei, “chega aí que tem uma belga na geladeira e o Gil nos acompanha.”

Sucesso para todos, amigos!

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