Guardanapos

Guardanapos

Uma boa ideia pode surgir a qualquer hora, em qualquer lugar. Na verdade, quando ela surge é apenas uma ideia, o atributo de boa ela só ganha depois de um certo tempo. Uma ideia tem que comer muito arroz e feijão pra ser chamada de boa. Mas enquanto não conhecemos ao certo qual é o potencial daquela ideia, é melhor ao menos registrá-la.

Tem gente que tem ideia demais, mas tanta ideia que falta arroz e feijão pra descobrir se a ideia é boa. Tem gente que tem arroz e feijão de sobra, mas não tem ideia pra alimentar e acaba ficando barrigudo mesmo. Legal é quando alguém que tem uma boa ideia encontra com alguém que tem arroz e feijão pra dar e vender. Mais legal ainda é quando alguém que tá com arroz e feijão sobrando tem aquela ideia que puta que pariu, EUREKA!

A verdade é que tem tanta ideia desencontrando de tanto arroz com feijão que a gente fica sem saber o que fazer. Na maioria das vezes acaba vendendo o próprio tempo para alguém que teve uma boa ideia e arroz e feijão suficientes quando precisava. Por arroz e feijão pode-se entender tempo, dinheiro, bons parceiros, estrutura, recursos, plano de negócios, influência política, amigos famosos, etc., enfim, tudo aquilo que pode nutrir uma boa ideia. Por boa ideia pode-se entender apenas uma boa ideia mesmo. E ela pode ser qualquer coisa.

Eu, particularmente, não tenho tanto arroz com feijão disponível. Já investi tudo o que tenho em duas ideias que julguei serem boas e estou lutando para provar que de fato são boas. Até lá são apenas ideias. Contudo, as ideias não param de chegar por aqui. Várias. O tempo todo. Das mais diversas naturezas. E como é bom ter uma ideia! Em um minuto você é capaz de traçar um plano completo na cabeça que vai da proposta de valor ao plano comercial e as formas de rentabilizar o negócio. Mas aí você lembra que se depender de você ela vai morrer de fome, pois o arroz e feijão do ano já está todo provisionado e bate aquela tristeza.

Para esses momentos, meu caro amigo, existem os guardanapos. Sim, eles são companheiros fieis de idealizadores incessantes e folgados que pedem a caneta do garçom emprestada e não devolvem nunca mais. É isso mesmo, uma boa ideia tem que ter personalidade, e quanto mais fino o guardanapo maior é o poder que ela mostra em desafiar as barreiras que virão pelo caminho. Bares, cafés, restaurantes, lanchonetes, não neguem uma caneta ‘emprestada’ a seus clientes. Dali pode sair algo que vai dominar o mundo. Dali pode sair um contrato milionário. Dali pode sair a ideia perfeita para alguém que está cheio de arroz e feijão parado.

Obrigado, guardanapo, por ser este confidente tão fiel, sempre presente, à espera de um suspiro meu. Um dia eu hei de te recompensar.

Victor

Uma boa ideia pode surgir a qualquer hora, em qualquer lugar. Na verdade, quando ela surge é apenas uma ideia, o atributo de boa ela só ganha depois de um certo tempo. Uma ideia tem que comer muito arroz e feijão pra ser chamada de boa. Mas enquanto não conhecemos ao certo qual é o potencial daquela ideia, é melhor ao menos registrá-la.

Tem gente que tem ideia demais, mas tanta ideia que falta arroz e feijão pra descobrir se a ideia é boa. Tem gente que tem arroz e feijão de sobra, mas não tem ideia pra alimentar e acaba ficando barrigudo mesmo. Legal é quando alguém que tem uma boa ideia encontra com alguém que tem arroz e feijão pra dar e vender. Mais legal ainda é quando alguém que tá com arroz e feijão sobrando tem aquela ideia que puta que pariu, EUREKA!

A verdade é que tem tanta ideia desencontrando de tanto arroz com feijão que a gente fica sem saber o que fazer. Na maioria das vezes acaba vendendo o próprio tempo para alguém que teve uma boa ideia e arroz e feijão suficientes quando precisava. Por arroz e feijão pode-se entender tempo, dinheiro, bons parceiros, estrutura, recursos, plano de negócios, influência política, amigos famosos, etc., enfim, tudo aquilo que pode nutrir uma boa ideia. Por boa ideia pode-se entender apenas uma boa ideia mesmo. E ela pode ser qualquer coisa.

Eu, particularmente, não tenho tanto arroz com feijão disponível. Já investi tudo o que tenho em duas ideias que julguei serem boas e estou lutando para provar que de fato são boas. Até lá são apenas ideias. Contudo, as ideias não param de chegar por aqui. Várias. O tempo todo. Das mais diversas naturezas. E como é bom ter uma ideia! Em um minuto você é capaz de traçar um plano completo na cabeça que vai da proposta de valor ao plano comercial e as formas de rentabilizar o negócio. Mas aí você lembra que se depender de você ela vai morrer de fome, pois o arroz e feijão do ano já está todo provisionado e bate aquela tristeza.

Para esses momentos, meu caro amigo, existem os guardanapos. Sim, eles são companheiros fieis de idealizadores incessantes e folgados que pedem a caneta do garçom emprestada e não devolvem nunca mais. É isso mesmo, uma boa ideia tem que ter personalidade, e quanto mais fino o guardanapo maior é o poder que ela mostra em desafiar as barreiras que virão pelo caminho. Bares, cafés, restaurantes, lanchonetes, não neguem uma caneta ‘emprestada’ a seus clientes. Dali pode sair algo que vai dominar o mundo. Dali pode sair um contrato milionário. Dali pode sair a ideia perfeita para alguém que está cheio de arroz e feijão parado.

Obrigado, guardanapo, por ser este confidente tão fiel, sempre presente, à espera de um suspiro meu. Um dia eu hei de te recompensar.

Victor

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