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Um conto chamado Destino

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Aldo andava sozinho naquela tarde nublada, após tantos dias de sol.

O clima havia seguido seu humor.

Estava triste e sabia que seu relacionamento havia acabado dias atrás quando sua namorada tinha respondido a sua pergunta sobre ainda o amar com um ” não sei”.

Sabia que qualquer resposta que não fosse sim. Significava que não.

Mas, assim mesmo continuava tentando, se enganando…
Ela não te quer mais Aldo.

Na verdade, era tão claro que doía, doía demais.

Foi até o shopping e subiu na escada rolante, parou e admirou os casais felizes no piso térreo.

Foi quando uma mão tocou teu ombro, olhou para trás e reconheceu Denise.

Uma garota que havia conhecido em outra vida, seu gênio era tão complicado quanto o seu, sabia que estava quase casada morando com outro cara de sexualidade tão incerta quanto a sua era.

O que na verdade era tão esplêndido, quanto o seu gênio.
Sua face guardava uma lamúria recente, a mesma que Aldo ostentava em seu semblante, eles conversaram e descobriram similaridades notórias em suas dúvidas amorosas, na verdade ambos já haviam se apaixonado um pelo outro, na verdade ambos se lembravam com carinho disforme de suas relações, mas continuaram a lamentar seus problemas.
O papo se intensificou e foram para um bar, o álcool tomou força e Aldo a olhava cada vez mais com admiração pelo seus traços, sua face, sua boca, as curvas de seus corpo.

E para o objeto mais perigoso de uma mulher.

Sua mente.

Lembranças nunca esquecidas de um passado breve, se deixaram levar…

Mas não foram longe, ainda existiam compromissos e a moralidade,

Seus lábios não se tocaram aquela noite, embora quisessem.
Ambos poderiam mudar o rumo de suas vidas, mas nada aconteceu, prometeram se encontrar em um breve momento que não chegaria tão “breve”.

Voltaram as suas relações, ambos sofreram e se arrependeram de não terem selado aquele beijo que mudaria tudo.
Se apoiaram no fato de que não deveriam, pois seria fruto de uma traição, se perderam e deixaram de se encontrar.

Meu nome é Destino e eu que estou contando essa história para dizer que eu tentei.

Aldo e Denise se completariam naquele dia, seus relacionamentos mereciam esse abalo, essa traição, pois ambos os parceiros haviam traído a promessa que haviam feito.
Porém, eu existo.
E eu tento unir.

Tento dar sinais, mas, todos mudam seu destino e eu mesmo as vezes duvido se sei dar a felicidade que vejo no futuro das vidas que almejo completar.

As vezes as pessoas escolhem ser solitárias

As vezes elas fazem escolhas melhores que a minha.
Aldo e Denise ainda não estão juntos.

Talvez, nunca estarão.

Há várias saídas nessa rodovia que eu construí e também, vários retornos.

Mas ainda sobre Aldo e Denise…

Estão felizes, melhorando, evoluindo, talvez eu não precise se meter para que seus caminhos se cruzem…

Mas porra!

Eu estive presente e apontei, e as vezes fazer o certo não é o que te faz feliz.

Quero que entendam que existem muitos caminhos para a felicidade.

Eu escolho o padrão, o certo que levará á uma vida plena.

Vocês querem mais?

Eu aplaudo e assisto, aprendo…

Talvez o destino é somente você lutar para ser feliz, das mais infinitas formas que alguém tão velho quanto eu, ainda não conhece.
Boa sorte Aldo e Denise.

By Marcio Nunes

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